0%

308 802 616

Viagens de Negócio Continuam a Ganhar Importância

Já voei para todos os cantos do mundo, da metrópole caótica de Londres até à simplicidade da planície de Luanda, mas fico sempre admirado quando estamos a preparar a aterragem. Em Mumbai, a cidade cresce até onde a vista alcança; Em Cabo Verde somos rodeados de oceano e pequenas aldeias. Há poucas semanas voei para Paris onde pude ver a magnífica cidade mais uma vez, pelo ponto de vista aéreo. O objetivo da viagem era o de acompanhar os nossos clientes na feira Batimat, e organizar a sua chegada bem como a construção dos stands de exposição. Portanto, ali estava eu, a voar mais uma vez para acompanhar novos clientes numa feira que nunca tinham participado, quando se levantaram duas questões.

Na idade da internet, viagens de negócio ainda são uma situação comum? E se sim, serão necessárias?

As viagens de negócios podem parecer atraentes para quem as vê de fora, mas gostaria realmente de estar a voar para todos os países – ou o mundo – de poucos em poucos dias?

Os números em si já respondem à minha primeira pergunta com um sim redundante. De acordo com os dados da Global Business Travel Association, existe a expectativa de crescimento na casa dos 25% entre 2013 (o último ano em que temos acesso a dados) e 2018 em viagens de negócio, com um volume de negócio a crescer de 230 mil milhões de euros em 2013 para 285 mil milhões em 2018. A Ásia cresce a um ritmo explosivo, absorvendo quase 10% desse valor anualmente, com a China a conseguir 15% desse valor. Mais impressionante ainda, a Oxford Economics noticiou que durante a recessão de 2013, cada dólar investido pelas empresas em viagens de negócio retornou 9,50$ em receita e 2,90$ em lucro, tornando-se dos poucos indicadores positivos de investimento numa época em que tudo apontava para o vermelho.

Este é, aliás, algo que conseguimos constatar com os nossos clientes diariamente. Em 2017, os nossos clientes viajaram mais que no ano transato e fecharam novos negócios de grande volume. As nossas rotas de maior afluência (como por exemplo Lisboa – Paris ou Lisboa – Angola) viram um aumento da percentagem de passageiros ao longo dos últimos dois meses, e não é difícil entender porquê. Muitos dos nossos clientes são da área da consultoria e da construção, e beneficiam diretamente por visitar os clientes no seu país de origem, ganhando muitas vezes orçamentos e propostas de trabalhos vantajosas.

E todos os outros, os que não precisam de visitar clientes regularmente, mas escolhem fazê-lo na mesma?

Para começar, cerca de metade dos empreendedores diz que perdeu um contrato ou um cliente porque não teve reuniões cara a cara vezes suficientes, e isto não inclui aqueles que não admitem que esta dificuldade lhe fez perder clientes. Muita da informação que comunicamos quando falamos é feita de forma não-verbal através de expressões faciais e linguagem corporal, mas isso é perdido completamente quando falamos por telefone e quase na totalidade quando falamos via videoconferência. Os ecrãs são muito úteis quando estamos a batucar emails e a pesquisar o que quisermos no Google, mas não é um substituto para um jantar no meio do coração de Londres ou numa sala de reuniões nos Champs Elysees.

Apesar da panóplia de ferramentas online de comunicação, estudos demonstram que reuniões cara a cara são ainda integral para conseguir fechar negócios.

Quando a minha semana em Paris já estava perto de chegar ao fim, comecei a preparar as despedidas. Uma das frases que mais ouvi durante a feira foi o “não vos conhecia, obrigado por terem vindo.”

Esta foi a realidade da viagem, e demorou um pouco até entendermos a razão disto acontecer. Mesmo que os nossos clientes tivessem tentado entrar neste mercado por vias mais digitais, estou convencido que nunca conseguiriam a possibilidade de apresentar propostas e orçamentos diretos aos decisores, fazendo com que nunca conseguissem entrar no mercado de França. O contacto direto, durante a feira, proporcionou que houvesse tempo para uns dedos de conversa, criação de empatias e amizades espontâneas, e abrisse uma via de comunicação vital para o sucesso.

Ao contrário do que nos dizemos a nós próprios, muitas das decisões “objetivas” que fazemos num negócio são o resultado direto da empatia que criámos com os seus beneficiários. Podem indicar a importância da confiança, ou citar que equipas com boa química funcionam melhor, mas no final do dia, a escolha recai sempre no nosso instinto. Todos nós queremos trabalhar com aqueles cuja companhia nos deixa confortável, e a melhor forma de descobrir isso é conhecendo-os cara-a-cara. Cada vez mais torna-se claro que viajar em trabalho está longe de ser uma despesa desnecessária. É um investimento, e quando investimos com inteligência, é um que tem retorno assegurado com certeza.

Pedro Vala é o fundador da Atto Creative Solutions e da Atto DMC e também acompanha os nossos clientes nas viagens de negócio pelo mundo, facilitando a sua entrada nos mais diversos mercados de negócio.

VIAJAMOS PARA QUALQUER CANTO DO MUNDO

Uma viagem de negócios é um passo importante para estabelecer confiança com o seu cliente, e asseguramos que chegará ao seu destino em segurança e com todo o material que necessita. Porque o seu negócio é importante para nós.

Contacte-nos para saber mais